a respiração ofegante e os lábios quentes
o sangue aflui ao contacto
há hesitação e ansiedade no encontro das línguas
no beijo tudo é entrega e lânguidez
sexta-feira, setembro 26, 2003
sábado, julho 26, 2003
caos
Minha cabeça estremece com todo o esquecimento e
tento dizer como tudo é outra coisa...
H.H.
...the bottles, the bottles, the beautiful bottles of tequila, and the gourds, gourds, gourds, the millons of gourds of beautiful mescal... The Consul sat very still. His conscience sounded muffled with the roar of water. How indeed could he hope to find himself to begin again when, somewhere, perhaps, in one of those lost or broken bottles, in one of those glasses, lay, forever, the solitary clue to his identity? How could he go back and look now, scrabble among the broken glass, under the eternal bars, under the oceans?
Stop! Look! Listen! How drunk, or how drunkly sober undrunk, can you calculate you are now at any rate?
Lowry, Under the Volcano
tento dizer como tudo é outra coisa...
H.H.
...the bottles, the bottles, the beautiful bottles of tequila, and the gourds, gourds, gourds, the millons of gourds of beautiful mescal... The Consul sat very still. His conscience sounded muffled with the roar of water. How indeed could he hope to find himself to begin again when, somewhere, perhaps, in one of those lost or broken bottles, in one of those glasses, lay, forever, the solitary clue to his identity? How could he go back and look now, scrabble among the broken glass, under the eternal bars, under the oceans?
Stop! Look! Listen! How drunk, or how drunkly sober undrunk, can you calculate you are now at any rate?
Lowry, Under the Volcano
gritos mudos
lares convulsos ressacas estranhas
cruzam-te a alma de verde-escuro...
as ondas que te empurram
as vagas que te esmagam
contra tudo lutas, contra tudo falhas...
todas as tuas explosões
todas as tuas explosões
redundam em silêncio
redundam em silêncio
cruzam-te a alma de verde-escuro...
as ondas que te empurram
as vagas que te esmagam
contra tudo lutas, contra tudo falhas...
todas as tuas explosões
todas as tuas explosões
redundam em silêncio
redundam em silêncio
terça-feira, julho 22, 2003
pornography
É um grito silencioso...
One hundred other words blind me with your purity
Like an old painted doll in the flows of dusk
I think about tomorrow...
Please let me sleep as I slip out the window
A freshly squashed fly... You mean nothing, you mean nothing.
Too many people, too many lies lying in hatred.
Too many people, please make it good tonight, ride into the night
But a strange image haunts me in a secret despair of time
I will never be clean again
She touched her eyes and pressed my stained face
I will never be clean again.
The Cure
One hundred other words blind me with your purity
Like an old painted doll in the flows of dusk
I think about tomorrow...
Please let me sleep as I slip out the window
A freshly squashed fly... You mean nothing, you mean nothing.
Too many people, too many lies lying in hatred.
Too many people, please make it good tonight, ride into the night
But a strange image haunts me in a secret despair of time
I will never be clean again
She touched her eyes and pressed my stained face
I will never be clean again.
The Cure
sábado, julho 19, 2003
o conhecimento
O grande conhecimento abrange tudo; o pequeno conhecimento é limitado.
As palavras grandes são inspiradoras; as palavras pequenas são conversa.
Quando estamos a dormir, estamos em contacto com as nossas almas.
Quando estamos acordados, os nossos sentidos estão despertos.
Envolvemo-nos nas nossas actividades e as nossas mentes ficam atormentadas.
Por vezes, encontramo-nos hesitantes, por vezes, querendo fugir, por vezes mergulhados em segredos.
Os pequenos medos provocam ansiedade, os grandes provocam pânico.
As nossas palavras voam como flechas, como se soubéssemos o que é certo ou errado.
Afincamo-nos ao nosso próprio ponto de vista, como se tudo dependesse dele.
E, todavia, as nossas opiniões não têm qualquer permanência...
Chuang Tse
As palavras grandes são inspiradoras; as palavras pequenas são conversa.
Quando estamos a dormir, estamos em contacto com as nossas almas.
Quando estamos acordados, os nossos sentidos estão despertos.
Envolvemo-nos nas nossas actividades e as nossas mentes ficam atormentadas.
Por vezes, encontramo-nos hesitantes, por vezes, querendo fugir, por vezes mergulhados em segredos.
Os pequenos medos provocam ansiedade, os grandes provocam pânico.
As nossas palavras voam como flechas, como se soubéssemos o que é certo ou errado.
Afincamo-nos ao nosso próprio ponto de vista, como se tudo dependesse dele.
E, todavia, as nossas opiniões não têm qualquer permanência...
Chuang Tse
palavras
Cada palavra conta a sua história. Quer seja etimologicamente, pela história da sua génese, quer seja comparativamente, pelas ilações que se podem retirar das associações que ela sugere...
Amor ~> Amar -> Mamar(1) ~> Mama -> Mãe
(1) Mamar -> Boca(2) -> Beijo
(2) Boca -> Bocal -> Receptáculo -> Útero -> Ventre
AMOR
MÃE BEIJO VENTRE
maternidade sensualidade concepção
Amor ~> Amar -> Mamar(1) ~> Mama -> Mãe
(1) Mamar -> Boca(2) -> Beijo
(2) Boca -> Bocal -> Receptáculo -> Útero -> Ventre
AMOR
MÃE BEIJO VENTRE
maternidade sensualidade concepção
sexta-feira, julho 18, 2003
isto sempre foi assim
É verdade que os think tanks americanos se ocupam mais a criar uma visão homogénea da realidade do que a fornecer os poderes instituídos com informação específica sobre o que é realmente o mundo com que eles têm de lidar... Este género de coisas parece-nos, por vezes, uma espécie de conspiração contra a Verdade mas, de facto, isto sempre foi assim - embora de maneira diferente.
A tendência para acreditar que isto está tudo em decadência, muitas vezes, não me deixa pensar em decadência em relação a quê... A um passado glorioso de que me falaram? Ou, simplesmente, à imagem idílica do mundo que eu tive algures quando era miúdo? Acho que cada um se acredita a viver o último momento de uma época dourada... Isso deve ter a ver com a própria forma como crescemos.
A tendência para acreditar que isto está tudo em decadência, muitas vezes, não me deixa pensar em decadência em relação a quê... A um passado glorioso de que me falaram? Ou, simplesmente, à imagem idílica do mundo que eu tive algures quando era miúdo? Acho que cada um se acredita a viver o último momento de uma época dourada... Isso deve ter a ver com a própria forma como crescemos.
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